Encontro repercute na imprensa nacional
26 de maio de 2010
Brasília (26/05/2010) - O Encontro da Indústria com os Presidenciáveis, realizado na terça-feira, 25 de maio, na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, com a participação dos pré-candidatos à presidência da República Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV), foi acompanhado pelos jornais e tevês mais importantes do país.
O Estado de S. Paulo, em seu editorial desta quarta-feira, 26 de maio, “A pauta da modernização”, diz que o documento A Indústria e o Brasil - Uma Agenda para Crescer mais e Melhor, entregue pela CNI aos presidenciáveis, representa muito mais que uma lista de reivindicações setoriais. O jornal cita o presidente da instituição, Armando Monteiro Neto, que declarou que a indústria propõe reformas essenciais à competitividade, ao crescimento econômico, à modernização tecnológica e à criação de empregos, objetivos de interesse de todos os brasileiros. Ainda de acordo com Monteiro Neto, se essas mudanças forem adotadas, será possível dobrar em 15 anos a renda per capita dos brasileiros.
O editorial prossegue citando Monteiro Neto, que afirmou que o futuro presidente deverá cuidar de problemas relativos à tributação, segurança jurídica, infraestrutura, educação, comércio exterior, inovação, meio ambiente e burocracia. Segundo o jornal, a agenda da reforma tributária engloba tarefas que são adiadas há muitos anos.
A íntegra do editorial pode ser acessada no link A pauta da modernização
O Globo, em sua coluna Panorama Político, faz referência ao encontro dos presidenciáveis e às críticas de José Serra (PSDB) à candidata petista Dilma Roussef. Segundo o jornal, foram quatros críticas sobre os temas política cambial, reforma tributária e autonomia do Banco Central.
Ainda no Globo, a jornalista Regina Alvarez diz que no encontro na CNI, os candidatos defenderam propostas que estão na agenda do empresariado há muitas eleições, como reforma tributária, mais investimentos em infraestrutura, redução da carga de impostos, dos juros e melhoria da renda per capita.
A Folha de S. Paulo, na análise, "Presidenciáveis preferem a superfície a ideias concretas", considera que José Serra agiu e foi recebido como se estivesse em casa, Dilma Rousseff foi perfeita tecnicamente e Marina Silva apelou para o tom emocional no encontro dos presidenciáveis. Segundo o jornal, nenhum deles, porém, apresentou uma lista de propostas concretas ao gosto dos empresários. Ficaram mais na superfície, nas frases de efeito ou em promessas pontuais.
A promessa da pré-candidata Dilma Rousseff, de realizar a reforma tributária em 100 dias, caso seja eleita presidente da República, foi citada pelo jornal valor Econômico. Segundo a publicação, além de considerar a reforma tributária “a reforma das reformas”, Dilma Rousseff prometeu a redução da alíquota patronal do INSS de 20% para 15%.
O Correio Braziliense avaliou que o encontro dos presidenciáveis ficou marcado pela falta de divergências de ideias e ideologias em relação às questões econômicas. Para o jornal, restou ao empresariado discutir quem havia se saído melhor na defesa de um programa mínimo apresentado pela CNI baseado na redução de tributos, diminuição dos encargos sobre a folha de pagamentos e desoneração das exportações.