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Reforma tributária é prioridade para o Brasil, diz Robson Andrade
25 de maio de 2010

Brasília (25/05/2010) - A reforma tributária é a prioridade da agenda da competitividade do Brasil. De acordo com o presidente eleito da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, é preciso desonerar investimentos e exportações, simplificar o sistema tributário e tributar o consumo. “Temos um emaranhado de legislações tributárias entre os estados que não permite a empresas gerar eficiência e sinergia entre as diversas unidades implantadas no país”, destacou Andrade, durante o Encontro da Indústria com os Presidenciáveis, realizado nesta terça-feira, 25 de maio, na sede da CNI, Brasília.

Andrade, que preside a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), apresentou o tema Agenda das Reformas, do documento A Indústria e o Brasil: uma Agenda para Crescer Mais e Melhor entregue aos pré-candidatos à Presidência da República Dilma Roussef (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV). “Qualquer investimento custa ao empresário, pelo menos, 25% a mais em tributos e isso se agrava ao considerarmos um país que não tem poupança pública e com uma poupança privada pequena”, disse Andrade.

Além da reforma tributária, o presidente da FIEMG destacou a urgência das reformas fiscal, da previdência, trabalhista e política. “São reformas estruturais necessárias ao avanço e crescimento do Brasil”, afirmou. “Apesar de o país avançar, sem essas reformas, haverá um esgotamento da economia brasileira de tal forma que não seremos capazes de competir no mercado globalizado”, alertou.

De acordo com Andrade, os gastos públicos precisam ser revistos para se corrigir os desequilíbrios da gestão fiscal. Ele destacou que é crucial aumentar a capacidade de poupança no setor público e assegurar novo padrão de eficiência ao Estado. “Só assim teremos menor necessidade de recursos e poderemos diminuir a carga tributária sobre população”, afirmou.

A sustentabilidade do sistema previdenciário, segundo Andrade, também é exigência para o crescimento do país. Ele acrescentou que é necessário atualizar o regime de benefícios, de acordo com as mudanças no perfil demográfico, que apontam para elevação da expectativa de vida da população brasileira.

Andrade disse ainda que é preciso eliminar incertezas legais e custos do trabalho. “Precisamos adaptar o sistema trabalhista às novas tecnologias e aos novos sistemas de gestão e de comunicação. Isso significa estimular a geração de emprego formal”, destacou.

Outra prioridade, segundo ele, é a reforma política. Andrade afirmou que o sistema político brasileiro está comprometido com vícios e deficiências que elevam o custo da tomada de decisões e afetam o ambiente e as relações entre agentes econômicos e sociais. “Atualmente, o sistema político gera incertezas e impõe limitações ao crescimento”, criticou.